sua boca só diz palavras de baixo calão
seu corpo dá de ombros e suas risadas são de desprezo
você faz que não dá a mínima
você faz que não se importa
mas seus olhos dizem com todas as letras
que tudo é bem diferente.
eu vejo que agora sim
tudo foi jogado ao lixo
tudo foi desperdiçado
um ato de burrice mais uma vez fez um condenado
e por impulso foi-se mais um romance
foi uma história de amor sem o final feliz
ninguém mandou apaixonar-se por um cachorro
que morde as pernas do próprio dono.
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
smoking
feel free to manage whatever you want
feel the free-will, as it is an illusion
feel me all around you
feel as the music dominates you
free your dog
free your hounds
free your barks
free your howls
fight the disease
fight the strenght
fight the fight
fight the pain
leave your job
leave your wife
leave your life
leave it all behind
master yourself
master your shame
master of puppets
you're the only one to blame.
feel the free-will, as it is an illusion
feel me all around you
feel as the music dominates you
free your dog
free your hounds
free your barks
free your howls
fight the disease
fight the strenght
fight the fight
fight the pain
leave your job
leave your wife
leave your life
leave it all behind
master yourself
master your shame
master of puppets
you're the only one to blame.
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
comumente.
e aquele sentimento de vazio voltava.
sempre que terminado, o sentimento de inutilidade
que ainda viveria para passar por este acontecimento outras milhões de vezes
e no final
parar no mesmo lugar.
Mas não há final se o ka é um círculo.
sempre que terminado, o sentimento de inutilidade
que ainda viveria para passar por este acontecimento outras milhões de vezes
e no final
parar no mesmo lugar.
Mas não há final se o ka é um círculo.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
diga adeus.
aqui não há mais nada a se fazer.
a irrisória e cega escapada volta a seu lugar com seu mesmo objetivo.
e quem há de discordar?
a irrisória e cega escapada volta a seu lugar com seu mesmo objetivo.
e quem há de discordar?
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
"say you love me one more time
maybe if you repeat it often I'll believe you."
"say you love me one more time
let's see if this time you'll know what to do."
"say you love me one more time.
just sayin' the words again and again won't make it become true."
"say you hate me for this time"
you just look so incredibly pretty when you cry.
maybe if you repeat it often I'll believe you."
"say you love me one more time
let's see if this time you'll know what to do."
"say you love me one more time.
just sayin' the words again and again won't make it become true."
"say you hate me for this time"
you just look so incredibly pretty when you cry.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Ninguém entende
que não há de se temer a morte, teme-se apenas a vida.
A morte não é o final, é apenas uma nova etapa.
Ansiar pela morte não significa suicídio.
E suicídio não significa ódio.
Morte, ceifeiro, barqueiro,
venham a mim.
Mas não a você, pistoleiro.
A morte não é o final, é apenas uma nova etapa.
Ansiar pela morte não significa suicídio.
E suicídio não significa ódio.
Morte, ceifeiro, barqueiro,
venham a mim.
Mas não a você, pistoleiro.
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
John Hiatt diz...
...que nem tudo está acabado.
...que ainda há esperança.
...para não parar de acreditar.
...que ainda pode existir um pouco.
...que o amor ainda não acabou.
...que Jobim estava certo quando disse que 'todo amor só é grande se for triste'.
...que Deus escreve sem linhas e sem lápis.
...para ter paciência.
...para acreditar.
Mas como acreditar?
Disse um sábio:
"Deste-me uma vida, agora ensina-me a viver."
Ensine-me a ter fé.
Eu quero acreditar.
Eu preciso acreditar.
É este o meu castigo?
...que ainda há esperança.
...para não parar de acreditar.
...que ainda pode existir um pouco.
...que o amor ainda não acabou.
...que Jobim estava certo quando disse que 'todo amor só é grande se for triste'.
...que Deus escreve sem linhas e sem lápis.
...para ter paciência.
...para acreditar.
Mas como acreditar?
Disse um sábio:
"Deste-me uma vida, agora ensina-me a viver."
Ensine-me a ter fé.
Eu quero acreditar.
Eu preciso acreditar.
É este o meu castigo?
Esoterismo.
Esotérico.
Gal Costa e Maria Bethânia
"Não adianta nem me abandonar
Porque mistério sempre há de pintar por aí
Pessoas até muito mais vão lhe amar
Até muito mais difíceis que eu prá você
Que eu, que dois, que dez, que dez milhões, todos iguais
Até que nem tanto esotérico assim
Se eu sou algo incompreensível, meu Deus é mais
Mistério sempre há de pintar por aí
Não adianta nem me abandonar (não adianta não)
Nem ficar tão apaixonada, que nada
Que não sabe nada
Que morre afogada por mim."
Esta música é sensacional.
Gal Costa e Maria Bethânia
"Não adianta nem me abandonar
Porque mistério sempre há de pintar por aí
Pessoas até muito mais vão lhe amar
Até muito mais difíceis que eu prá você
Que eu, que dois, que dez, que dez milhões, todos iguais
Até que nem tanto esotérico assim
Se eu sou algo incompreensível, meu Deus é mais
Mistério sempre há de pintar por aí
Não adianta nem me abandonar (não adianta não)
Nem ficar tão apaixonada, que nada
Que não sabe nada
Que morre afogada por mim."
Esta música é sensacional.
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Desejas?
Léguas e léguas e léguas andamos
e cá permanecemos no mesmo lugar.
Círculos e ciclos nós rodamos
milhas e milhas sem parar.
Mas enquantos dançávamos a dança do amor,
a vida veio, fria e impiedosa, e começou o seu cruel embaralhar.
Agora jazemos aqui e lá, separados.
Eu nunca mais irei dançar.
Oportunidades virão,
(mas não para você, pistoleiro!)
porém agora já não tenho mais par.
Já não tenho mais vida,
a sombra da castanheira, agora morena,
já não me protege mais do sol.
Consumo-me como o fogo consome oxigênio:
já não tenho mais ar!
Já não sinto mais
vontade de amar.
e cá permanecemos no mesmo lugar.
Círculos e ciclos nós rodamos
milhas e milhas sem parar.
Mas enquantos dançávamos a dança do amor,
a vida veio, fria e impiedosa, e começou o seu cruel embaralhar.
Agora jazemos aqui e lá, separados.
Eu nunca mais irei dançar.
Oportunidades virão,
(mas não para você, pistoleiro!)
porém agora já não tenho mais par.
Já não tenho mais vida,
a sombra da castanheira, agora morena,
já não me protege mais do sol.
Consumo-me como o fogo consome oxigênio:
já não tenho mais ar!
Já não sinto mais
vontade de amar.
sábado, 4 de setembro de 2010
Eu posso me ouvir respirar.
Eu sinto cada pulsar do meu coração.
Mesmo que as vezes eu pense que não há um dentro do meu peito.
Eu começo a sussurrar.
As paredes me dão sua atenção.
Mas eu mesmo não ouço o que precisa ser feito.
É mais fácil correr.
É mais fácil me afastar.
Eu me vejo aqui,
eu me vejo rodeado,
e eu sei de apenas uma coisa:
eu nunca estive tão sozinho neste mundo.
Mas por mais que haja alguém
eu hei de me afastar.
Eu começo a pensar, aqui comigo.
Que sozinho, na verdade
é como eu realmente quero estar.
Eu sinto cada pulsar do meu coração.
Mesmo que as vezes eu pense que não há um dentro do meu peito.
Eu começo a sussurrar.
As paredes me dão sua atenção.
Mas eu mesmo não ouço o que precisa ser feito.
É mais fácil correr.
É mais fácil me afastar.
Eu me vejo aqui,
eu me vejo rodeado,
e eu sei de apenas uma coisa:
eu nunca estive tão sozinho neste mundo.
Mas por mais que haja alguém
eu hei de me afastar.
Eu começo a pensar, aqui comigo.
Que sozinho, na verdade
é como eu realmente quero estar.
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
ode à anarquia.
tira-me dessa imensidão.
puna-me com sua cólera.
destrua-me sem hesitação.
devora-me, devora-me.
alimente-se de mim.
banquetei-se de minha carne.
mastigue-me até o fim.
não se prive, não, não pare.
e não há mais o que fazer.
o salão já não tem mais dança.
não há mais nada, isso cansa.
não há mais nada a entender.
portanto,
por favor,
apenas:
devora-me.
devora-me.
puna-me com sua cólera.
destrua-me sem hesitação.
devora-me, devora-me.
alimente-se de mim.
banquetei-se de minha carne.
mastigue-me até o fim.
não se prive, não, não pare.
e não há mais o que fazer.
o salão já não tem mais dança.
não há mais nada, isso cansa.
não há mais nada a entender.
portanto,
por favor,
apenas:
devora-me.
devora-me.
terça-feira, 20 de julho de 2010
untitled.
this little light
it made me so bright
'til it fades away
and so it's not mine
I have an appetite
anything can be drained
I still want to lie
for thee art forever damned
and I know it's all my fault
and I would go back, if I could
but that's not possible, what's done is done
and for that
I know what awaits me in the end.
just make it worth, ok?
"when you have nothing else better to do
than to commit harakiri"
it made me so bright
'til it fades away
and so it's not mine
I have an appetite
anything can be drained
I still want to lie
for thee art forever damned
and I know it's all my fault
and I would go back, if I could
but that's not possible, what's done is done
and for that
I know what awaits me in the end.
just make it worth, ok?
"when you have nothing else better to do
than to commit harakiri"
segunda-feira, 7 de junho de 2010
rédeas.
Sangue brilhando, entranhas expostas.
Diga o que você mais quer sentir nesse mundo.
Exploração, miséria incontínua.
Diga o que você mais quer ver nesse mundo.
Olho por dente, dente por boca, boca por braço, braço por perna, perna por olho, vida por vida.
Diga o que você mais quer ter nesse mundo.
E então não existirá mais nada.
Diga o que você mais quer sentir nesse mundo.
Exploração, miséria incontínua.
Diga o que você mais quer ver nesse mundo.
Olho por dente, dente por boca, boca por braço, braço por perna, perna por olho, vida por vida.
Diga o que você mais quer ter nesse mundo.
E então não existirá mais nada.
domingo, 23 de maio de 2010
terça-feira, 18 de maio de 2010
Dance ao som dos pássaros.
Ria a luz da lua cheia.
Ame a nada e a tudo.
Flutue acima das nuvens.
Ouça o sussuro que o vento traz até você.
Sinta o calor que aquece suas noites de frio.
Veja o belo quadro que foi pintado em sua homenagem.
Aprecie a dedicação que existe sem que você saiba.
É tudo conseqüência de tudo que eu aprendi a ser.
É tudo conseqüência do que já é tarde demais para se corrigir.
Ria a luz da lua cheia.
Ame a nada e a tudo.
Flutue acima das nuvens.
Ouça o sussuro que o vento traz até você.
Sinta o calor que aquece suas noites de frio.
Veja o belo quadro que foi pintado em sua homenagem.
Aprecie a dedicação que existe sem que você saiba.
É tudo conseqüência de tudo que eu aprendi a ser.
É tudo conseqüência do que já é tarde demais para se corrigir.
quinta-feira, 13 de maio de 2010
paradoxos.
rasgo sedas, queimo flores.
faço a conexão entre o bárbaro e o belo.
eu tive vontade de destruir o bonito
e enaltecer o odioso.
faço a conexão entre o bárbaro e o belo.
eu tive vontade de destruir o bonito
e enaltecer o odioso.
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Gomorra
Da obssessão à loucura, fuga irreal da realidade,
À solta de casos inférteis num dia de rosas e violetas.
A noção de espaço, de dentro e fora, do cá e lá não existe mais.
Negro, infame, branco, ridículo, a propria sorte, infeliz de poder continuar a lutar e a lutar.
Desmembrado, desastrado, desesperado.
Um sonho dentro de outro sonho. país contra país, pistola contra pistola, bíblia contra bíblia, bebê contra bebê.
é apenas um círculo, não tem fim, não tem começo, somos o que somos e nos orgulhamos disso.
Salve à nação, salve à liberdade.
Salve a mim!
À solta de casos inférteis num dia de rosas e violetas.
A noção de espaço, de dentro e fora, do cá e lá não existe mais.
Negro, infame, branco, ridículo, a propria sorte, infeliz de poder continuar a lutar e a lutar.
Desmembrado, desastrado, desesperado.
Um sonho dentro de outro sonho. país contra país, pistola contra pistola, bíblia contra bíblia, bebê contra bebê.
é apenas um círculo, não tem fim, não tem começo, somos o que somos e nos orgulhamos disso.
Salve à nação, salve à liberdade.
Salve a mim!
sábado, 1 de maio de 2010
Hoje.
Hoje eu sonhei com mares,
sonhei com a desenvoltura do oceano,
sonhei com peixes livres, vivendo.
Hoje eu vi pássaros darem piruetas e rasantes,
apenas por diversão.
Hoje eu senti o cheiro de grama,
o cheiro daquela terra molhada,
aguada,
transpirante.
Hoje eu ouvi o respirar de um cão e o palpitar de seu coração,
enquanto ele me lambia e latia feliz e cansado.
Hoje eu vi capivaras a se alimentar e a mergulhar novamente nesta lagoa barrenta.
Hoje eu sonhei um sonho real, um sonho vívido.
Hoje eu amei um pouco mais a natureza.
Amei um pouco mais a beleza do nascer de uma flor.
Apreciei uma lagarta a mastigar uma folha de orvalho.
Amei um pouco mais a mim, amei a mim.
Hoje eu vivi um pouco mais do que eu sempre vivo.
Hoje eu vivi vida.
sonhei com a desenvoltura do oceano,
sonhei com peixes livres, vivendo.
Hoje eu vi pássaros darem piruetas e rasantes,
apenas por diversão.
Hoje eu senti o cheiro de grama,
o cheiro daquela terra molhada,
aguada,
transpirante.
Hoje eu ouvi o respirar de um cão e o palpitar de seu coração,
enquanto ele me lambia e latia feliz e cansado.
Hoje eu vi capivaras a se alimentar e a mergulhar novamente nesta lagoa barrenta.
Hoje eu sonhei um sonho real, um sonho vívido.
Hoje eu amei um pouco mais a natureza.
Amei um pouco mais a beleza do nascer de uma flor.
Apreciei uma lagarta a mastigar uma folha de orvalho.
Amei um pouco mais a mim, amei a mim.
Hoje eu vivi um pouco mais do que eu sempre vivo.
Hoje eu vivi vida.
terça-feira, 27 de abril de 2010
condenado.
Como mudar o passado?
Arrependimento não muda o feito.
O problema é que nunca se aprende com o erro.
Quisera que fosse diferente.
Quisera que dançasse a lua cheia numa piscina vazia.
Quisera que nunca tivesse acontecido a escolha.
Mas agora é tarde, tarde demais para voltar.
O tempo é uma face na água.
E o mar tem infinitos rostos gritando,
gritando com vozes ecoando.
Aquelas vozes condenadas.
(perdão, eu lhe peço, eu lhe imploro).
Arrependimento não muda o feito.
O problema é que nunca se aprende com o erro.
Quisera que fosse diferente.
Quisera que dançasse a lua cheia numa piscina vazia.
Quisera que nunca tivesse acontecido a escolha.
Mas agora é tarde, tarde demais para voltar.
O tempo é uma face na água.
E o mar tem infinitos rostos gritando,
gritando com vozes ecoando.
Aquelas vozes condenadas.
(perdão, eu lhe peço, eu lhe imploro).
segunda-feira, 26 de abril de 2010
a desordem do blues.
Eu sou apenas mais uma cabeça vazia.
Eu sou uma chaminé acesa por um isqueiro.
Eu sou o longo e tortuoso caminho errado.
Em uma mão tenho uma garrafa vazia.
Na outra uma prova da ilusória força de vontade.
Carrego o vazio em meu coração.
E nos pulmões a fumaça é a companhia cardíaca.
Sinto-me velho como um esqueleto decomposto.
Eu só não sei para onde ir.
O pó sai de minhas mãos num troféu apagado.
Seja mais uma, só mais uma vez,
a prova de minha fraqueza.
Eu sou uma chaminé acesa por um isqueiro.
Eu sou o longo e tortuoso caminho errado.
Em uma mão tenho uma garrafa vazia.
Na outra uma prova da ilusória força de vontade.
Carrego o vazio em meu coração.
E nos pulmões a fumaça é a companhia cardíaca.
Sinto-me velho como um esqueleto decomposto.
Eu só não sei para onde ir.
O pó sai de minhas mãos num troféu apagado.
Seja mais uma, só mais uma vez,
a prova de minha fraqueza.
Assinar:
Postagens (Atom)