sexta-feira, 29 de novembro de 2013

devora-me

devora-me, devora-me
num ato contínuo e fugaz

devora-me, devora-me
não deixe um só pedaço para trás

devora-me, devora-me
até que não exista mais o ser

devora-me, devora-me
mas o porque, vai entender

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

novamente carmesim.

fogo fogo fogo fogo.
queimando por dentro e inflamando a indiscritiva sensação quase esquecida.
surpresa e ansiedade. medo e receio.

o que há de ser da noite sem a luz do sol?
apenas escuridão que consome o âmago da magia que acontece
quando a imensa estrela central está escondida atrás do mundo
afinal o começo do mundo é aqui.

e essa noite fez luar,
essa noite iluminou-se com a labareda indefinitível.
essa noite um homem sábio não há de temer,
o mar não teve tormenta, apenas o seu doce balançar
não houve ira, ah não, esta nem sequer apareceu
pois a noite revelou-se doce e gentil
com seu pobre afilhado rejeitado (por si mesmo).

uma noite de pulos, cantos e danças
uma noite de energia e vontades
uma noite de pensamentos e loucuras
de pensamentos loucos e loucas aventuras
de permitir-se afinal ser o que já não se era há tempos.

diga olá, chama congelada.
 a noite terminou com céu carmesim,
o inverno acabou.

sábado, 9 de novembro de 2013

Ira e fúria.

Dor e sofrimento.

Vida e morte.

Desespero e gargalhadas.