cubra-se de rosas e pérolas
esconda-se da tempestade em qualquer porto
vele o funeral do que já não importa mais
pois não há o que pensar.
arrasastes a terra prometida
prometida por palavras não ditas
o silêncio falou por si só.
foi atento o que se resguardou
guardastes dentro de ti o segredo mais vulnerável
dê adeus ao amor.
e eu?
oras, eu encherei-a de luz
com raios brancos de paz
e raios negros de tranquilidade.
fostes muito bem vinda
agora saia já daqui.
domingo, 8 de dezembro de 2013
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
longos dias e belas noites, pistoleiro.
novamente estás por si só em sua longa jornada
mais longa do que você gostaria que fosse.
sua corrida pelo deserto em nada resultou
além de poeira nas botas e um peso nas costas.
porém sabes mais agora, sai
a nuvem triste dos teus olhos desanuvia a visão
de manhãs melhores e pesadelos constantes.
contudo só o que fazes é atirar atirar e atirar sem parar.
o único tiro que deverias acertar não tens coragem para disparar.
sabes mais agora, sai
tu sabes tanto
tanto
que nada sabes afinal.
continue sua perseguição, ó pistoleiro.
suas noites não hão de acabar.
novamente estás por si só em sua longa jornada
mais longa do que você gostaria que fosse.
sua corrida pelo deserto em nada resultou
além de poeira nas botas e um peso nas costas.
porém sabes mais agora, sai
a nuvem triste dos teus olhos desanuvia a visão
de manhãs melhores e pesadelos constantes.
contudo só o que fazes é atirar atirar e atirar sem parar.
o único tiro que deverias acertar não tens coragem para disparar.
sabes mais agora, sai
tu sabes tanto
tanto
que nada sabes afinal.
continue sua perseguição, ó pistoleiro.
suas noites não hão de acabar.
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
devora-me
devora-me, devora-me
num ato contínuo e fugaz
devora-me, devora-me
não deixe um só pedaço para trás
devora-me, devora-me
até que não exista mais o ser
devora-me, devora-me
mas o porque, vai entender
num ato contínuo e fugaz
devora-me, devora-me
não deixe um só pedaço para trás
devora-me, devora-me
até que não exista mais o ser
devora-me, devora-me
mas o porque, vai entender
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
novamente carmesim.
fogo fogo fogo fogo.
queimando por dentro e inflamando a indiscritiva sensação quase esquecida.
surpresa e ansiedade. medo e receio.
o que há de ser da noite sem a luz do sol?
apenas escuridão que consome o âmago da magia que acontece
quando a imensa estrela central está escondida atrás do mundo
afinal o começo do mundo é aqui.
e essa noite fez luar,
essa noite iluminou-se com a labareda indefinitível.
essa noite um homem sábio não há de temer,
o mar não teve tormenta, apenas o seu doce balançar
não houve ira, ah não, esta nem sequer apareceu
pois a noite revelou-se doce e gentil
com seu pobre afilhado rejeitado (por si mesmo).
uma noite de pulos, cantos e danças
uma noite de energia e vontades
uma noite de pensamentos e loucuras
de pensamentos loucos e loucas aventuras
de permitir-se afinal ser o que já não se era há tempos.
diga olá, chama congelada.
a noite terminou com céu carmesim,
o inverno acabou.
queimando por dentro e inflamando a indiscritiva sensação quase esquecida.
surpresa e ansiedade. medo e receio.
o que há de ser da noite sem a luz do sol?
apenas escuridão que consome o âmago da magia que acontece
quando a imensa estrela central está escondida atrás do mundo
afinal o começo do mundo é aqui.
e essa noite fez luar,
essa noite iluminou-se com a labareda indefinitível.
essa noite um homem sábio não há de temer,
o mar não teve tormenta, apenas o seu doce balançar
não houve ira, ah não, esta nem sequer apareceu
pois a noite revelou-se doce e gentil
com seu pobre afilhado rejeitado (por si mesmo).
uma noite de pulos, cantos e danças
uma noite de energia e vontades
uma noite de pensamentos e loucuras
de pensamentos loucos e loucas aventuras
de permitir-se afinal ser o que já não se era há tempos.
diga olá, chama congelada.
a noite terminou com céu carmesim,
o inverno acabou.
domingo, 11 de agosto de 2013
perspectivas
quando tudo há de mudar, nada muda.
o que tem de ser já foi, não mais o é.
tudo que estava, esteve no passado.
passado remoto, passado distante,
passado presente, presente dado, não aceito.
mas e quanto ao amanhã?
oras, o amanhã traz esperança ou desespero?
apresenta-se a perseverança ou amarga a solidão?
a surpresa da boa e velha mesmice...
que cansa, corrói e destrói
a vida e a credulidade
de dias melhores.
arrependimento é uma palavra forte.
dor é uma constante penosa.
o adeus é iminente.
o que tem de ser já foi, não mais o é.
tudo que estava, esteve no passado.
passado remoto, passado distante,
passado presente, presente dado, não aceito.
mas e quanto ao amanhã?
oras, o amanhã traz esperança ou desespero?
apresenta-se a perseverança ou amarga a solidão?
a surpresa da boa e velha mesmice...
que cansa, corrói e destrói
a vida e a credulidade
de dias melhores.
arrependimento é uma palavra forte.
dor é uma constante penosa.
o adeus é iminente.
terça-feira, 7 de maio de 2013
vários tons
da simplicidade de um olá até a futilidade de um orgasmo,
o vazio preenche a vida oca e superficial.
será assim tão egoísta e tão sem conteúdo,
a certeza do adeus e do desmerecer.
a garrafa vazia jaz num chão de látex e sêmen.
a dama enfia seu vestido às pressas com as bochechas rosadas.
o sol nasce diretamente em seus cabelos loiros
enquanto a escuridão cobre a cama sem lençóis.
e os olhos não têm mais vontade de abrirem-se.
a manhã é noite para a alma.
o canto dos pássaros é um ruído incessante.
e a morte ri e demora de propósito.
o vazio preenche a vida oca e superficial.
será assim tão egoísta e tão sem conteúdo,
a certeza do adeus e do desmerecer.
a garrafa vazia jaz num chão de látex e sêmen.
a dama enfia seu vestido às pressas com as bochechas rosadas.
o sol nasce diretamente em seus cabelos loiros
enquanto a escuridão cobre a cama sem lençóis.
e os olhos não têm mais vontade de abrirem-se.
a manhã é noite para a alma.
o canto dos pássaros é um ruído incessante.
e a morte ri e demora de propósito.
domingo, 24 de março de 2013
mistério.
Pessoas até muito mais vão lhe amar.
Até muito mais difíceis que eu para você.
Que eu, que dois que dez, que dez milhões
todos iguais.
Até que nem tanto esotérico assim.
Até muito mais difíceis que eu para você.
Que eu, que dois que dez, que dez milhões
todos iguais.
Até que nem tanto esotérico assim.
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