sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Ninguém entende

que não há de se temer a morte, teme-se apenas a vida.
A morte não é o final, é apenas uma nova etapa.
Ansiar pela morte não significa suicídio.
E suicídio não significa ódio.
Morte, ceifeiro, barqueiro,
venham a mim.

Mas não a você, pistoleiro.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

John Hiatt diz...

...que nem tudo está acabado.
...que ainda há esperança.
...para não parar de acreditar.
...que ainda pode existir um pouco.
...que o amor ainda não acabou.
...que Jobim estava certo quando disse que 'todo amor só é grande se for triste'.
...que Deus escreve sem linhas e sem lápis.
...para ter paciência.
...para acreditar.

Mas como acreditar?
Disse um sábio:
"Deste-me uma vida, agora ensina-me a viver."

Ensine-me a ter fé.
Eu quero acreditar.
Eu preciso acreditar.
É este o meu castigo?

Esoterismo.

Esotérico.
Gal Costa e Maria Bethânia


"Não adianta nem me abandonar
Porque mistério sempre há de pintar por aí
Pessoas até muito mais vão lhe amar

Até muito mais difíceis que eu prá você
Que eu, que dois, que dez, que dez milhões, todos iguais

Até que nem tanto esotérico assim
Se eu sou algo incompreensível, meu Deus é mais

Mistério sempre há de pintar por aí
Não adianta nem me abandonar (não adianta não)
Nem ficar tão apaixonada, que nada
Que não sabe nada
Que morre afogada por mim."



Esta música é sensacional.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Desejas?

Léguas e léguas e léguas andamos
e cá permanecemos no mesmo lugar.
Círculos e ciclos nós rodamos
milhas e milhas sem parar.

Mas enquantos dançávamos a dança do amor,
a vida veio, fria e impiedosa, e começou o seu cruel embaralhar.
Agora jazemos aqui e lá, separados.
Eu nunca mais irei dançar.

Oportunidades virão,
(mas não para você, pistoleiro!)
porém agora já não tenho mais par.
Já não tenho mais vida,
a sombra da castanheira, agora morena,
já não me protege mais do sol.
Consumo-me como o fogo consome oxigênio:
já não tenho mais ar!

Já não sinto mais
vontade de amar.

sábado, 4 de setembro de 2010

Eu posso me ouvir respirar.
Eu sinto cada pulsar do meu coração.
Mesmo que as vezes eu pense que não há um dentro do meu peito.

Eu começo a sussurrar.
As paredes me dão sua atenção.
Mas eu mesmo não ouço o que precisa ser feito.

É mais fácil correr.
É mais fácil me afastar.
Eu me vejo aqui,
eu me vejo rodeado,
e eu sei de apenas uma coisa:
eu nunca estive tão sozinho neste mundo.

Mas por mais que haja alguém
eu hei de me afastar.
Eu começo a pensar, aqui comigo.
Que sozinho, na verdade
é como eu realmente quero estar.