Léguas e léguas e léguas andamos
e cá permanecemos no mesmo lugar.
Círculos e ciclos nós rodamos
milhas e milhas sem parar.
Mas enquantos dançávamos a dança do amor,
a vida veio, fria e impiedosa, e começou o seu cruel embaralhar.
Agora jazemos aqui e lá, separados.
Eu nunca mais irei dançar.
Oportunidades virão,
(mas não para você, pistoleiro!)
porém agora já não tenho mais par.
Já não tenho mais vida,
a sombra da castanheira, agora morena,
já não me protege mais do sol.
Consumo-me como o fogo consome oxigênio:
já não tenho mais ar!
Já não sinto mais
vontade de amar.
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
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