Eu sou apenas mais uma cabeça vazia.
Eu sou uma chaminé acesa por um isqueiro.
Eu sou o longo e tortuoso caminho errado.
Em uma mão tenho uma garrafa vazia.
Na outra uma prova da ilusória força de vontade.
Carrego o vazio em meu coração.
E nos pulmões a fumaça é a companhia cardíaca.
Sinto-me velho como um esqueleto decomposto.
Eu só não sei para onde ir.
O pó sai de minhas mãos num troféu apagado.
Seja mais uma, só mais uma vez,
a prova de minha fraqueza.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
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